quinta-feira, 16 de junho de 2016

Wassily Kandinsky

Wassily Kandinsky (1866-1944) buscava uma forma de pintura que falasse por si mesma, ele queria que a cor falasse. Entendia que a cor tinha o poder de transmitir o sentimento e emoção do artista. O observador deveria ligar a cor à emoção. Queria definitivamente libertar o fazer artístico do compromisso com a realidade e libertar o olho do observador. Para Kandinsky só quando a pintura se libertasse do tema, ela conseguiria ser fiel a aquilo que ela é: cor e suporte. Através dos rabiscos e das formas soltas, ele soltava a mão e com isso criava as figuras abstratas. Kandinsky sabe juntar as formas aleatórias para criar dinamismo, peso e equilíbrio.

Wassily Kandinsky.
Improvisation 26 (Oars).

Kandinsky some com a linha do horizonte e deixa as formas ficam flutuando no espaço. Na pintura escolhida, fica evidente o sentimento passado através da cores fortes e da união de formas, linhas e curvas sem usar a tridimensionalidade e em a submissão da linha do horizonte. Ele também tira o título para não deixar o espectador tentando analisar e descobrir o que é a obra. O olhar do observador não se vê obrigado a tentar descobrir o que representa cada forma, mas sente a emoção passada pela união cores. A pintura começa a falar de suas próprias questões, livre de uma temática e do comprometimento com a realidade.

Referência

Imagem. Wassily Kandinsky. Improvisation 26 (Oars). 1912. Oil on canvas. 97 x 107.5 cm. Städtische Galerie im Lenbachhaus, Munich, Germany.

Disponível em: <http://www.abcgallery.com/K/kandinsky/kandinsky21.html>

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